Quando não estamos presentes na educação dos nossos filhos, logo estamos em busca de algum culpado para justificar a razão dos seus comportamentos patológicos. Mas, infelizmente para os pais, não há como justificar que o resto do mundo seja culpado de alguma coisa. Poderão criar as mais elaboradas desculpas, explicações que pareçam lógicas para um espectador alheio aos fatos, ou mesmo alegar falta de tempo, uma vez que trabalham em excesso para prover o sustento da família.

Mas, não há como fugir da realidade, e esta é simples: os pais ou tutores são os verdadeiros responsáveis pela conduta de suas crianças, afinal de contas, estas não vieram ao mundo como cães sem dono.

Se não conseguem ter tempo para cuidar delas, isso faz parte do problema criado por eles mesmos, e não há mais ninguém que seja culpado desse fato. Como podemos exigir do mundo coerência para o modo de pensar e agir dos nossos filhos, se nós mesmos nunca lhes demos isso? Uma criança, criada dentro de um lar atencioso, com pais ou tutores carinhosos, respeitadores, só por obra de um trágico e caprichoso destino, poderá ter uma mente deformada ao crescer.

As tentações do mundo lá fora, seus vícios e manias, existem primeiro dentro de nossas casas, e se manifestam para as crianças através de nossas posturas pessoais. É o modo como lidamos com tudo isso; nossa forma de expressão diante dos nossos filhos que fará toda diferença.

Essa pedagogia involuntária – supondo que os pais não tenham consciência de nada disso – é o fator que irá determinar suas futuras aspirações. E a influência lá de fora servirá apenas de complemento, referência negativa ou positiva, reforço, para os traços já adquiridos. Sendo criados em um ambiente de atenção, cuidados, compreensão e muito diálogo, nada do mundo lá fora tenderá a influenciá-los de forma negativa. Se ainda assim caírem em tentação, mais uma vez, será porque uma correta e qualificada educação preliminar não tiveram dentro de casa.

Não se trata apenas de suprir conforto e lastro material, mas antes disso, de prover atenção e respeito, afinal de contas, trata-se dos nossos filhos, uma herança que deixaremos para o mundo, uma contribuição negativa ou positiva..

Muitas vezes avalia-se o comportamento patológico de jovens que tiveram uma boa vida, com família estruturada e estável, uma boa escolaridade, pais aparentemente justos que lhes supriram com todas as necessidades materiais, e ainda assim, se desgarraram para o mundo dos excessos e delitos, se entregando às drogas ou criminalidade.

Se uma criança aprende através da imitação, logo ela precisa de um exemplo prático para que seja capaz de reproduzir. Isto é, um ou vários espelhos para se guiar, e destes, finalmente, vai tirar aquilo que de acordo com suas tendências ou não, servirão como gabarito, tutorial, para construir sua própria personalidade. Não há outra maneira, mas existem muitas formas de como tudo isso irá entrar na sua vida como força indutora.

Elas não poderão gostar das coisas lá de fora, se já não tiverem uma predisposição psicológica, uma força sugestiva, para que tais influências acabem por inspirá-las. Não se trata de atração involuntária, ou necessidade física por uma ou outra coisa do mundo, pois o que existe de concreto, é uma mente, um cérebro a deduzir, a avaliar, tudo aquilo que pode lhe proporcionar alguma vantagem, alguma compensação, ou prazer. Criança não é burra, apenas ingênua.

No cérebro, é lá dentro que estão suas memórias, suas lembranças, tudo aquilo que aprendeu a odiar ou preferir, a rejeitar ou idolatrar, e tudo isso, num primeiro momento, é incorporado de acordo com suas tendências inatas. No entanto, num segundo momento, isso ocorre à revelia do seu temperamento. E isso se aprende; tudo isso é efeito do condicionamento externo, ali não há nada sem uma origem. Há de existir um mestre, qualificado ou não, seja o que for. E tais influências não são coisas inatas, nem uma condição física que não esteja sob o domínio da vontade, como acontece, por exemplo, com uma corrente sanguínea, que flui, sem depender do nosso desejo, credo ou opinião.

A questão que fica então é essa: Como surgem as predisposições, não os traços de tendências inatas e inconscientes, mas os conscientes, tais como os desejos lúcidos, as preferências, as antipatias ou empatias que darão lastro a personalidade dos nossos filhos? Afinal de contas, eles não nascem com nada isso. Será então coisa instintiva, como é a capacidade de sentir fome e frio; ou ao contrário, isso se aprende através da imitação, de um modelo que lhes sirva de exemplo?

Para diferenciar uma coisa instintiva de outra adquirida através do hábito, é simples, basta separar aquilo que é movido pelo desejo, pela vontade, daquilo que não é. Por exemplo, sentir fome, sentir dor, chorar no berço ao sentir desconforto, e assim por diante, isso não depende de nossa vontade, ocorre à revelia do nosso querer, logo aí não há a interferência do pensamento, isso é instinto, coisa irracional, dotes da natureza primata.

No entanto, se somos capazes de escolher ou comparar, preferir ou rejeitar, então é coisa do pensamento, faz parte das memórias adquiridas, acumuladas através de nossa experiência pessoal. E essa experiência inclui as influências que assimilamos e copiamos para usar como modelo de conduta.

Perceber que os vícios do mundo, a cada geração, são repassados para seus residentes, que nesse caso são nossos herdeiros, esse deveria ser o primeiro passo. Aceitar que esse é o modo usado como gabarito para condicionar as futuras gerações é compreender a coisa, por ter constatado um fato.

Feito isso, como educadores, assim como o agricultor que pretende separar os grãos incapazes de germinar daqueles que não são, devemos avaliar e refletir sobre tudo aquilo que não mais nos serve. Aliás, até que serve, mas apenas como exemplo; exemplo de tudo aquilo que não deve mais ser replicado, ou presenteado como espólio para nossos descendentes, como até hoje o temos feito.

Não podemos mudar o mundo, e isso é tão óbvio quando o ar que respiramos, mas podemos sim, transformar o indivíduo que está sob nossos cuidados. Ele é uma entidade que irá viver nesse mundo, com todas suas distorções, e poderá ser um multiplicador de toda essa confusão, ou não. Trata-se de um processo individual, lento, mas necessário, se quisermos que, ao menos para ele, sua trajetória existencial tenha um desdobramento profícuo.

 

 

 

 

Fonte: site de dicas

 

Os especialistas em educação falam cada vez mais sobre a importância da participação dos pais na rotina escolar dos filhos.

O problema é que muitos pais simplesmente não sabem como participar.

Então vamos falar sobre isso!

Recebi da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo uma espécie de cartilha com dez dicas para mamães e papais que querem acompanhar a educação escolar dos filhos, mas ficam meio perdidos.

É bem bacana.

Confira uma síntese das dez dicas, com alguns comentários meus:

1. Mantenha um canal de comunicação com a escola, buscando se informar sobre as tarefas de casa, a periodicidade das reuniões com pais e do boletim escolar

2. Troque ideias sobre o seu filho sobre a tarefas, mas não a corrija e dê a resposta certa. Isso é função do professor

3. Ele errou na tarefa? Incentive-o a tentar de novo!

4. Não é o fim do mundo não saber responder as dúvidas do seu filho. Assuma que não sabe e peça que ele procure o educador

5. Não faça a tarefa pelos seus filhos

6. Estabeleça um período fixo para que seu filho faça as lições (de manhã ou à tarde) e tente manter a casa tranquila nesses horários

7. Tente estar presente pelo menos em parte das lições de casa

8. Separe um cantinho da casa para o seu filho estudar

9. Se o livro ainda é o principal material didático do seu filho, concentre-se nele (aqui eu complemento: tablets e computadores podem ajudar, por exemplo, em pesquisas, desde que feitas em sites de confiabilidade e sem que o estudante se disperse na internet!)

10. Encoraje seu filho a melhorar, mas evite comparações entre crianças

E você? Tem dicas adicionais sobre como incentivar seu filho a estudar? Comente!

 

 

Fonte: blog folha

Diariamente, a pergunta que me faço na sala de aula de educação infantil é: Será que estou intervindo demais no desenvolvimento das crianças com relação à arte? Se o educador não souber mediar o processo pelo qual a criança está passando naquele momento, poderá prejudicar a atividade espontânea da criança? Tendo em vista essas dúvidas, venho compartilhar um pouco do trabalho realizado na sala de aula de uma escola privada de Porto Alegre, com sete alunos na faixa etária de três anos e quatro meses a cinco anos e um mês.

Procuro disponibilizar para meus alunos materiais diversos para que possam se expressar de várias maneiras. Não há no planejamento semanal um dia e hora marcados para se ter um momento dedicado às artes. Acredito que a arte deve estar presente todos os dias na sala de aula e busco uma junção entre a arte e a educação. Entendo que as crianças precisam se expressar de muitas formas, seja através do Teatro, da Música ou das Artes Plásticas. Toda a semana fazemos atividades ligadas às Artes Plásticas e ao faz de conta, presente no Teatro e a expressão corporal. Pela citação abaixo, pode-se perceber a importância de encorajar a criança ao invés de constrangê-la:

A criança pequena começa espontaneamente a exteriorizar sua personalidade e suas experiências interindividuais graças aos diferentes meios de expressão que estão a sua disposição: desenho e a modelagem, o simbolismo do jogo, a representação teatral (que procede imperceptivelmente do jogo simbólico coletivo), do canto, etc.; mas que, sem uma educação artística apropriada que consiga cultivar estes meios de expressão e encorajar as primeiras manifestações estéticas, a ação do adulto e os constrangimentos do meio familiar ou escolar tendem em geral a freiar ou contrapor-se às tendências artísticas ao invés de enriquecê-las. (PIAGET, 1954, apud FLECK, 2014, p. 1).

A Pedagogia “carrega” uma característica intervencionista, de ensinar a criança o como fazer. Tratamos muitas vezes a criança como uma tábula rasa, que nada sabe de arte e por isso precisamos dizer como pintar ou colar. O professor aponta com o dedo e diz: “É aqui que você deve colar”. Muitas vezes os professores fazem essas intervenções para que a atividade fique “bonitinha” e seja posteriormente mostrada os pais, já que alguns pais não gostariam de ver os filhos fazendo vários “riscos” sem sentido. Com a intervenção, além de influenciar a criança a fazer sempre da forma que queremos, estamos atrapalhando o seu processo criativo e formando um cidadão submisso e sem opinião.

Quando uma criança utiliza apenas uma cor de tinta, por exemplo, o professor muitas vezes não procura saber por que isso está ocorrendo. É mais fácil olhar para a criança e dizer: “Não vai mais usar essa cor, pega outra”. Ou então acontece algo que já presenciei enquanto estagiária: a professora rasgou a folha na qual a criança de três anos estava desenhando porque as cores estavam muito escuras.

Acreditando que o professor deve se (auto)avaliar sempre, no dia-dia faço anotações referentes ao processo realizado pelos alunos, sobre o como propus a atividade e como eles a desenvolveram. Também faço fotos e imagens, nas quais é possível perceber o desenvolvimento dos alunos, bem como a minha perante eles.

As Artes Plásticas e o Teatro na rotina.

 

Os alunos têm a sua disposição na prateleira, juntamente com os brinquedos, lápis de cor, giz de cera e folhas brancas de rascunho. Eles podem desenhar a hora que quiserem e quando solicitam a tesoura, sem ponta, eu a entrego. Eles adoram desenhar e recortar seus desenhos. Nas atividades “dirigidas” já trabalhamos com materiais diversos: argila, tinta, carvão, canetas coloridas, tinta congelada, tecido, EVA, cola colorida, tinta feita com suco de pacotinho, cola branca misturada com outros materiais (ervas, folhas, tintas). O suporte também muda, usamos pratos plásticos, CD’S, folhas brancas e coloridas (incluindo folhas pretas), papelão, papel pardo, entre outros. Estou sempre procurando novos materiais, técnicas e suportes.

O importante não é somente o material e sim a postura do professor: além de saber e compreender as etapas de desenvolvimento dos seus alunos, ele precisa estar atento ao fato de que nem sempre a criança fará a atividade da maneira como ele imaginou. Quando entrego a tesoura ao aluno de três anos não posso esperar que recorte como o de cinco anos, ou então que ambos tenham o mesmo interesse.

O Teatro não poderia ficar de fora da sala de aula, ainda mais quando tratamos de crianças. Para me ajudar em como inserir o Teatro na sala de aula, uso como referência: Olga Reverbel, Viola Spolin, Dilza Délia Dutra e Peter Slade. A oficina de Teatro acontece “oficialmente” nas sextas-feiras. Iniciamos a oficina com um aquecimento e após, com jogos de expressão corporal, damos vida a um corpo que, muitas vezes, fica “esquecido” na escola. Na hora de dramatizar, as crianças gostam de contracenar umas com as outras. Todos os dias as crianças da turma usam o jogo dramático na sala de aula e no pátio. De vez em quando, eu participo do jogo, para que todas as crianças possam participar do jogo. As crianças gostam quando os adultos e a professora participam. Dificilmente algum aluno não quer participar.

Poderia justificar o uso das Artes Plásticas dizendo que contribuem para o desenvolvimento da motricidade fina ou que o Teatro contribui para o desenvolvimento da linguagem verbal e da expressão corporal. Ora, será que a arte não pode estar presente na sala de aula por ser essencial na formação do cidadão?

A arte está na Lei de Diretrizes e Bases da Educação, conforme artigo 26, parágrafo 2º: “O ensino da arte constituirá componente curricular obrigatório, nos diversos níveis da educação básica, de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos.” Cabe ao professor interpretar a lei. Será que estamos promovendo o “desenvolvimento cultural dos alunos” quando os obrigamos a fazer as atividades do nosso modo? Mesmo que seja difícil (sim, eu sei o quanto é!) deixar de pedagogizar a arte e fazer dela algo prazeroso para os alunos, sabemos que ela é necessária para o desenvolvimento das crianças.

 

 

Fonte: meuartigo.brasilescola

Texto de Ariane Simão de Souza

É normal que ao longo do crescimento, quando as crianças já freqüentam outros ambientes além do familiar, elas descubram coisas novas. Os palavrões são exemplos dessas “coisas”.

Quando a criança vai para a escola começa a se interessar pelas coisas que os amigos fazem, pois os exemplos servem sempre de modelo.

Assim, ao aprender um palavrão é normal que o repita para as pessoas de sua família. Os pais devem passar essas informações para a professora, a fim de solucionar o problema.

Pais que não tem esse hábito costumam ficar chocados, pois acreditam que a escola começa a prejudicar a educação que eles têm dado ao filho.

O palavrão aparece no vocabulário da criança como uma palavra qualquer, já que não conhece nem entende seu significado.

Se em casa a criança não recebe este exemplo, os pais podem ficar tranqüilos, pois os valores inseridos na família são os que vão prevalecer. Porém, é importante que expliquem que estas são palavras feias e que na família não se falam dessa forma. A criança irá aprender sobre esses conceitos, com certeza.

Quando a família tem o hábito de utilizá-los, ensinar aos filhos que não se pode falar torna-se uma tarefa quase impossível. Normalmente as crianças, além de copiarem os exemplos de pais e irmãos, querem saber por que não podem falar se os maiores falam, ou se os próprios pais se tratam com desrespeito e xingamentos.

Se a família é harmoniosa, se tratam com respeito, carinho e atenção uns aos outros, a criança tende a se espelhar nesses exemplos, tornando-se tranqüila, educada e de bom convívio social. Se o ambiente familiar é de discórdia, intriga, agressões, a criança também aprenderá esse modelo e o levará para outros meios sociais em que convive. Normalmente são crianças mais agressivas e agitadas.

Na escola, quando isso acontece, a professora deve estar atenta para que o palavrão não se torne uma prática dentro da sala de aula, propondo como regra e limite da turma que os mesmos não sejam usados. Deve também conversar com os pais da criança que xinga, para buscar informações sobre o assunto, se a criança tem ou não contato com pessoas que falam palavrões.

É bom lembrar que as regras de boa convivência social vão sendo compreendidas e absorvidas pelas crianças na medida em que vivenciam as mesmas. Então, nada de se descabelar, como se isso fosse coisa de outro mundo. Afinal, quanto mais natural o assunto for tratado, menos chamará atenção da criança, levando-a a esquecer logo os mesmos.

Fonte: Brasil Escola

Entre todos os meios de comunicação existentes a internet é a principal, pois possibilita acesso sem restrições e favorece a dispersão de notícias em curto espaço de tempo. Essa facilidade de informação coloca em risco certos grupos políticos.

A internet é capaz de oferecer condições para praticamente todas as pessoas, de acordo com os seus interesses, desenvolver sites nos quais possa divulgar o que achar necessário sem haver a necessidade de adquirir uma concessão por parte do governo.

Diante desse contexto fica claro que esse instrumento está aberto pra todos, podendo falar o que pensa e disponibilizar serviços, no entanto, é preciso tomar cuidados para administrá-las.

A expansão do uso da internet atingiu também a educação, tanto escolas como universidades buscam esse mecanismo para se tornar públicas, diante disso criam páginas na rede com perfil mecânico e semelhante, a maioria demonstra a linha de ensino e o funcionamento da instituição. Em alguns casos existem aquelas que expõem projetos diferenciados e atrativos.

O sistema de ensino em caráter presencial tende a sofrer alterações proporcionadas pela rede de computadores, nesse caso não existem barreiras físicas com muro e grades, pois a internet é aberta a todos, desse modo ocorre um grande fluxo de comunicação em nível regional ou mundial, além das trocas de informações, dados, pesquisas, experiências entre outras.

Aula virtual é a grande tendência dos próximos anos, nessa modalidade o aluno pode ter aulas no momento favorável ao seu horário ou em tempo real que possibilita o confronto entre professor e aluno.

A facilidade desse tipo de método de ensino é de oferecer condições ao aluno freqüentar o curso desejado, mesmo a alguns quilômetros de distância da instituição de ensino.

 

 

 

Fonte: Brasil Escola

Sono na sala de aula.

A rotina de quem vai para a sala de aula não é nada fácil. Se as aulas começam às sete horas da manhã, o aluno deve acordar por volta de seis horas, considerando o tempo gasto para se arrumar, tomar café da manhã, arrumar os materiais e se dirigir para o colégio.

É bom acrescentar um tempinho a mais, para se precaver dos imprevistos, como furar um pneu de carro ou o atraso do ônibus.

Muitas vezes os alunos chegam cansados à escola, não conseguem manter a concentração nas aulas e até mesmo tiram um cochilo sobre a carteira.

Os professores não devem aceitar esse tipo de atitude, pois pode virar rotina em sua aula. O correto é pedir que o aluno se dirija ao banheiro e lave o rosto, a fim de recuperar as energias.

Propor um momento de dinâmica também pode melhorar o ritmo da turma, como alguns exercícios rápidos.

Sabemos que o organismo adulto necessita de, no mínimo, oito ou nove horas de repouso por noite. No caso de crianças e adolescentes, essas horas podem variar até onze horas de descanso por noite.

Assim, se o estudante acorda às seis horas, deve dormir no máximo às dez da noite, para garantir oito horas de sono.

O grande problema da atualidade é que, além das agendas lotadas de atividades extraescolares, as crianças e jovens têm passado horas e horas na frente do computador ou da televisão, perdendo a rotina correta de descanso, ultrapassando os horários nos quais deveriam dormir. Mas isso acontece porque os pais permitem. Cabe aos mesmos impor esses limites.

Na sala de aula é visível os prejuízos da criança ou jovem que não dorme o suficiente: fica desatento durante as aulas, perde o bom desempenho escolar e tem como consequências a perda do seu ritmo interno, podendo ser a grande vilã do baixo rendimento escolar.

Além disso, a hora de acordar e levantar vira uma novela, trazendo preguiça, moleza, lentidão, que podem causar conflitos em casa, fazer o aluno chegar atrasado, acarretando na perda da matéria da primeira aula, podendo não conseguir acompanhar o grupo, posteriormente.

A família deve conscientizar os filhos de que cada pessoa tem seu relógio biológico, e que o mesmo precisa ser respeitado para que tenhamos bons rendimentos no trabalho e nos estudos.

Permitir que a criança ou o jovem vire a noite assistindo televisão, jogando videogame ou pendurado no computador não trará benefício algum, pelo contrário, deixará a cabeça pesada, o raciocínio lento e o corpo cansado.

Os pais precisam ser determinados em impor as regras de horários. Devem ser firmes e não aceitar a quebra das mesmas. Afinal, os filhos testam o tempo todo os limites dos pais, querendo ganhar mais liberdade.

Fonte: Brasil Escola

Saúde na escola.

Manter a saúde dentro das escolas não é tarefa fácil. Além das doenças terem seu período de incubação, onde se transmitem sem que ninguém saiba, é muito difícil criar nos pais a consciência de que crianças doentes devem ficar em casa até se restabelecerem, além de não contagiar seus colegas de turma.

Porém o que temos visto são pais atarefados, na luta do cotidiano, muitas vezes até sem ter com quem deixar os filhos e, assim, acabam por levá-los para a escola, com graves problemas de saúde como catapora, viroses, gripes fortes dentre outras.

Muitas vezes, quando isso acontece, tornam-se um grande problema dentro da instituição, principalmente as de educação infantil, pois ao insistirem em levar as crianças mesmo que doentes, os pais deixam os funcionários em grande dificuldade com os outros clientes, que não querem que seus filhos peguem a doença. Mesmo pedindo com todo jeitinho, tentando não discriminar a criança doente, explicando que será arriscado o contágio de outros alunos, alguns pais não respeitam o espaço escolar e acabam achando ruim o fato da escola se negar em receber a criança.

Porém, essa é uma situação constrangedora para a escola tratar, com ambas as partes, tanto por ter que pedir que a criança somente retorne quando estiver totalmente curada, como para explicar aos outros pais os motivos por aquele aluno doente continuar ali presente. É bom lembrar que escola é lugar de criança saudável e que se uma criança está doente é coerente que não tenha contato com outras.
Uma boa sugestão para se resolver esse problema, ou tentar amenizá-lo é colocar uma cláusula no regimento interno da instituição, passando algumas dessas informações aos pais, no ato da matrícula, bem como uma cópia do instrumento normativo, para que estes se inteirem dos procedimentos tomados pela instituição em determinados casos.
E se por acaso essas normas não forem de interesse dos pais, é bom que procurem uma instituição que vá de encontro com aquilo que realmente queiram para a família, para depois não alegarem que não foram informados ou que a escola vendeu-lhes outra conduta.

Fonte: Brasil Escola

Educação Sanitária.

Educação Sanitária é a denominação dada à prática educativa que tem como objetivo induzir a população a adquirir hábitos que promovam a saúde e evitam doenças.

A aplicação de conceitos relacionados com o meio ambiente está se tornando uma necessidade, pois a cada dia vemos nosso planeta ser ameaçado pela poluição, e o pior: o próprio homem é responsável por grande parte da destruição de seu habitat natural.

A Educação Sanitária se faz fundamental em um contexto escolar como também em casa, para promover hábitos higiênicos necessários à manutenção da saúde e do bem estar. A própria palavra hábito já traduz o objetivo principal: comportamento que se repete periodicamente. Mas a rotina de hábitos higiênicos parece tediosa principalmente para as crianças.

Como conscientizar desde cedo a necessidade de zelar da saúde própria, como também a do ambiente?

– O educando deve se interessar pela saúde de seu próprio corpo, não deixando apenas para o médico, o dentista ou educador sanitário cuidar dessa parte. Educador estimule seus alunos a criarem o hábito de lavar as mãos antes das refeições como também escovar os dentes após suas refeições;

– A prática diária de higiene pessoal deve ser associada ao prazer, ou seja, deve ser agradável. Para isso desenvolva de forma gradativa com cada aluno o hábito de higienizar, faça com que se interessem pelo próprio bem estar, conforto e que essa atividade se transforme em um momento de lazer.

– Estabeleça um parâmetro entre higiene pessoal e os cuidados com a natureza. Se nos sentimos bem quando estamos limpos, por que não deixar a grama, os jardins, os rios, as praias, nossa casa, a escola, enfim, tudo que está ao nosso redor limpinho também? Aplique o conceito: jogue lixo no lixo e não deixe o meio ambiente poluído.

A mudança consciente motivada por necessidades sentidas fará com que pequenos cidadãos cuidem de seu próprio corpo como também do meio em que vivem.

 

Fonte: Brasil Escola

Criança tem que se sujar.

Quando as crianças passam a freqüentar escolas, normalmente algumas mães reclamam da sujeira e das manchas de tinta, massinha ou terra em suas roupas.

Se a escola não possui ou não exige o uso do uniforme é bom que as mães separem algumas roupas para dar maior liberdade aos pequenos.

Quando a escola exige o uniforme, é bom adquirir uma quantidade suficiente para que dê tempo de lavá-los e deixá-los em boas condições de uso.

Os pais devem ser compreensivos quanto a isso, pois é muito difícil para a professora impedir que os alunos se sujem, já que tem atividades que envolvem o uso das tintas, argila, massinha, além de brincar no parquinho de areia ou mesmo mexer numa horta.

Crianças precisam brincar muito, pois o processo ensino-aprendizagem acontece nas relações que elas estabelecem com seus amigos e professores, numa troca de diálogos e experiências que são saudáveis para sua vida.

Nesse momento tão gostoso, ter que se preocupar em cuidar da roupa e em não se sujar pode deixar a criança inibida, causando-lhe problemas de ordem emocional.

Pais que tem mania de limpeza e de organização excessiva podem passar essa mania para os filhos, fazendo com que os mesmos comportem-se da mesma forma diante de alguma coisa que, aparentemente, não esteja tão limpa ou arrumada.

Essas crianças sofrem muito, pois se sentem pressionadas a deixar de lado atividades que seriam prazerosas para sua vida, para ficarem sentadas, quietas ou observando outras crianças se divertindo.

É importante que pais e educadores fiquem atentos quanto a essas atitudes, pois podem estar indicando que algo não vai bem, causando-lhe neuroses e sérios problemas.

Uma criança pode tornar-se extremamente tímida, por sentir medo de se sujar, para não levar bronca dos pais, criando uma sensação de insegurança quanto às brincadeiras, passando a ter medo de se expor e de ser julgado pelos mesmos.

Outro problema pode ser por sentir que os pais não valorizam as coisas que ela consegue fazer, aquilo que ela produz. Aos poucos vai internalizando que só os agrada quando está quieta e limpa, passando a procurar manter sempre essas atitudes ou levando-o ao extremo, com maus comportamentos e atitudes de rebeldia, a fim de chamar a atenção dos mesmos.

Assim, é importante que as crianças tenham liberdade para brincar, pois as brincadeiras que sujam são muito saudáveis e levam ao desenvolvimento e ao equilíbrio emocional, além de criar anticorpos que o ajudarão a manter uma boa saúde.

Fonte: Brasil Escola

Crianças e esportes.

Há alguns anos não era comum que os pais colocassem seus filhos nas práticas esportivas, como temos visto hoje em dia. Pelo contrário, as crianças de hoje estão sobrecarregadas, com agendas lotadas diariamente, muitas delas praticando até mais de uma modalidade esportiva em um único dia.

Os pais acreditam que essa é uma forma de manter os filhos ocupados e estimulá-los a ficarem mais antenados ao mundo, mais dispostos e mais dinâmicos.

Porém, o grande desafio não é somente a prática esportiva, mas o ato de brincar, o aspecto lúdico da recreação, a fim de aprenderem a perceber as diferenças entre as pessoas, não dar importância para o vencedor ou o perdedor, mas pela felicidade em praticar a atividade.

Os esportes são essenciais para o sujeito se desenvolver em vários aspectos: na interação social, na atividade física, no estímulo do intelecto, na expressão da criatividade e na estabilidade emocional.

Na interação social o sujeito aprende a lidar com o outro, criando relação de amizade, participando das atividades em grupo com empenho, entendendo as regras e procurando segui-las. Seus amigos tornam-se pessoas importantes, a felicidade está associada à amizade e ao companheirismo.

Nas atividades físicas as crianças desenvolvem os aspectos motores como equilíbrio, lateralidade, harmonia dos movimentos, ritmo, além das destrezas corporais que se ampliam através dos movimentos de correr, saltar, balançar, rastejar, escalar, andar de um pé só, etc.

Os estímulos do intelecto ficam por conta das relações de interação do grupo, podendo comparar, julgar, contabilizar, planejar, além de propor soluções, lançar ideias e fazer estimativas.

A criatividade surge com a intenção de encontrar as possíveis soluções para os problemas, onde o sujeito deve pensar nas melhores condições de vencer o jogo ou a brincadeira esportiva, de escapar dos adversários, de driblar os obstáculos.

O equilíbrio, ou estabilidade, emocional surge através das relações durante os jogos e brincadeiras, onde o participante tem que enfrentar pequenas frustrações, vencer obstáculos, lidar com as perdas, praticar a paciência e a humildade, lidar com a ansiedade de esperar sua vez, ser respeitoso com os outros, etc.

Vemos com isso que os esportes e as brincadeiras não podem ser taxados como simples passatempos, mas como os meios de interação social do indivíduo que o faz crescer, proporcionando-lhe estabilidade psíquica e harmônica com todos ao seu redor.

Além disso, são ótimas ferramentas para conservação de um estado físico saudável, levando maior tranquilidade e equilíbrio ao sujeito que as pratica.

Fonte: Brasil escola