Formar bons filhos e alunos é uma tarefa difícil, porém não é impossível. O que dificulta é a falta de preparo principalmente dos educadores em orientar os pais e conseqüentemente dos pais em orientar seus filhos.

Ou seja, é um efeito dominó no qual deve acontecer uma sincronia entre todos os elementos, pois qualquer deslize pode provocar a queda de todos, ocasionando o fracasso em relação ao que lhes é de responsabilidade.
A real preocupação é de como os pais devem proceder de forma que o filho realize as lições de casa de forma proveitosa.
Vocês enquanto pais ou responsáveis acreditam que orientam seus filhos de forma positiva contribuindo para o desenvolvimento ideal das lições de casa?
Será que na posição de educador já parou para refletir a respeito da existência de condutas adequadas que devem ser seguidas de forma que venham propiciar o sucesso do seu aluno?

Segundo pesquisas realizadas, boas novas chegam para pais e educadores. Baseado em um levantamento com adolescentes, a maioria dos jovens de hoje mostra interesse significativo em relação aos estudos e questiona a qualidade de ensino, fator relevante para pais e educadores que demonstram a nova determinação da atual geração de estudantes.

Ressalta-se que o bom desempenho de um aluno depende em primeiro lugar da motivação, mais do que da capacidade intelectual.

Levando em conta a importância de orientar o aluno para obter um bom desempenho nos estudos, tanto na sala de aula quanto no ambiente escolar, segue uma lista contendo dicas que podem auxiliar pais e educadores a contribuir para tal sucesso.

No ambiente familiar:

• Escolher um bom local de estudos, de preferência ventilado, claro, com luz natural, sem barulhos e distrações;

• Elaborar um plano de estudos semanal, organizando os conteúdos que serão estudados;

• Não deixar as lições de casa para o dia posterior, aproveitando que o conteúdo ainda está “fresco” na mente;

• Programar o horário de estudo para os momentos em que estiverem mais atentos e dispostos. Evitando que sejam realizados em momentos de sono e cansaço, fatos que podem prejudicar o desempenho.

• Fazer pesquisas buscando diferentes referências, como revistas, jornais, filmes entre outros, para realizar a atividade que foi proposta.

• Refazer os exercícios que errou ou apresentou dificuldades;

• Descobrir as melhores técnicas de memorização para estudar (esquemas, falar em voz alta, dramatizar, estudar em grupos, entre outros).

• Reconhecer as áreas que apresenta dificuldade, dedicando um tempo maior de estudo;

• Preparar o material escolar antecipadamente, verificando os livros e cadernos que irá utilizar.

• Envolver na vida escolar do filho. Perguntar a ele o que aprendeu e como isso pode ser importante na vida dele.

• Dê o exemplo. Leia livros, jornais, ouça música, veja filmes e espetáculos de qualidade.

• Mostrar para seu filho que ele é capaz de solucionar problemas, dando a ele a capacidade de buscar sua independência.

• Não pressionar nos estudos, fiscalização intensa não funciona. Ensine a ter responsabilidade, pois seu filho não o terá pelo resto da vida.

• Antes de recorrer a aulas de reforço escolar, veja se o jovem é capaz de superar a deficiência sozinho.

No ambiente escolar:

• Prestar atenção na aula, bem como participar e perguntar sem medo quando apresentar dúvidas;

• Aproximar de um professor, pesquisador ou profissional que domina a área pela qual tem interesse de seguir carreira.

• Fazer as avaliações com calma e atenção.

• Não deixar questões em branco nas avaliações, buscando registrar, mesmo que seja mínimo, o seu conhecimento.

Conscientizar sobre o quanto o estudo é necessário para todo indivíduo, que nunca uma pessoa deve desistir de estudar e incentivar aqueles que não estudam. Colocar o estudo como parte da rotina deles, fazendo-os entender que é uma necessidade do ser humano.

A família e a escola formam uma equipe. É fundamental que ambas sigam os mesmos princípios e critérios, bem como a mesma direção em relação aos objetivos que desejam atingir.

Ressalta-se que mesmo tendo objetivos em comum, cada uma deve fazer sua parte para que atinja o caminho do sucesso, que visa conduzir crianças e jovens a um futuro melhor.
O ideal é que família e escola tracem as mesmas metas de forma simultânea, propiciando ao aluno uma segurança na aprendizagem de forma que venha criar cidadãos críticos capazes de enfrentar a complexidade de situações que surgem na sociedade.

Existem diversas contribuições que tanto a família quanto a escola podem oferecer, propiciando o desenvolvimento pleno respectivamente dos seus filhos e dos seus alunos. Alguns critérios devem ser considerados como prioridade para ambas as partes. Como sugestões seguem abaixo alguns deles:

Família

• Selecionar a escola baseado em critérios que lhe garanta a confiança da forma como a escola procede diante de situações importantes;

• Dialogar com o filho o conteúdo que está vivenciando na escola;

• Cumprir as regras estabelecidas pela escola de forma consciente e espontânea;

• Deixar o filho a resolver por si só determinados problemas que venham a surgir no ambiente escolar, em especial na questão de socialização;

• Valorizar o contato com a escola, principalmente nas reuniões e entrega de resultados, podendo se informar das dificuldades apresentadas pelo seu filho, bem como seu desempenho.

Escola

• Cumprir a proposta pedagógica apresentada para os pais, sendo coerente nos procedimentos e atitudes do dia-a-dia;

• Propiciar ao aluno liberdade para manifestar-se na comunidade escolar, de forma que seja considerado como elemento principal do processo educativo;

• Receber os pais com prazer, marcando reuniões periódicas, esclarecendo o desempenho do aluno e principalmente exercendo o papel de orientadora mediante as possíveis situações que possam vir a necessitar de ajuda;

• Abrir as portas da escola para os pais, fazendo com que eles se sintam à vontade para participar de atividades culturais, esportivas, entre outras que a escola oferecer, aproximando o contato entre família-escola;

• É de extrema importância que a escola mantenha professores e recursos atualizados, propiciando uma boa administração de forma que ofereça um ensino de qualidade para seus alunos.

A parceria da família com a escola sempre será fundamental para o sucesso da educação de todo indivíduo. Portanto, pais e educadores necessitam ser grandes e fiéis companheiros nessa nobre caminhada da formação educacional do ser humano.

 

Fonte: educador brasil escola

Ensinando escovar os dentes.

Fazer a higiene da boca do bebê é muito importante, pois através desse procedimento é que criará o hábito de manter a boca limpa para o resto de sua vida.

Quando ainda bebês os pais podem limpar as gengivas e em volta das bochechas com uma gaze enrolada nos dedos. Esses movimentos devem ser feitos de forma circular e bem suave, para não machucar a boca do pequeno.

Assim que aparecerem os primeiros dentinhos, a criança poderá fazer o uso de uma escova de dente, bem pequena e com as cerdas macias. Não terá dificuldades se tiver sido acostumada a esse tipo de higienização.

Os pais precisam participar desse momento, incentivando a criança, dando atenção necessária. O correto é deixá-la manusear a escova, experimentar a sensação de colocá-la na boca, mas depois da divertida brincadeira, devem pegar a escova e fazer a limpeza correta dos dentinhos de seu filho.

Conversar com os pequenos sobre a importância de se limpar os dentes é uma boa forma de explicar que existem bichinhos que comem o restinho da comida e alguns pedacinhos dos dentes também.

O exemplo dos pais serve ainda como um estímulo para que as crianças criem o hábito de escovar os dentes. Elas gostam de imitar as atitudes dos adultos e se comparam muito aos mesmos, imitando seus gestos, gostos e atitudes. Brincar com a criança, deixando-a escovar os dentes dos pais, também é uma forma atrativa de chamar-lhe atenção para a importância desse hábito.

Outro fator que deve ser considerado é de que as pastas de dente, bem como as escovas, devem ser adequadas para a faixa etária. Usar pastas de adulto pode afastar a criança da escovação, pois estas tem sabor mentolado, fortes, ardem a boca, além de conter uma grande quantidade de produtos que não são adequados para os pequenos. O certo é usar cremes dentais infantis e escovinhas, pois estes possuem atrativos para chamar a atenção dos infantes.

O importante é usar do bom senso e mostrar a importância desse ato para seus filhos o quanto antes.

Fonte: educador brasil escola

A idade da vergonha.

À medida que crescem, as crianças vão mudando suas atitudes, ficam mais reservadas diante dos pais ou daqueles que estão ligados ao seu cotidiano.

É normal que isso aconteça por volta dos oito, dez anos de idade, na pré-adolescência, onde sofrem as primeiras alterações físicas, que costuma assustá-los. Aparecem os primeiros pêlos pelo corpo, mas em pequenas quantidades, nas meninas inicia-se um pequeno crescimento dos mamilos e nos meninos um pequeno aumento do tamanho do pênis.

Além dessas mudanças, que fazem com que escondam o corpo, também querem mostrar autonomia, independência e por isso vão se desligando dos cuidados que antes precisavam.

A vergonha também pode aparecer diante dos parentes e amigos da família, fazendo com que o jovenzinho fique sem graça até mesmo para cumprimentá-los.

Os pais não devem ver isso como se a criança estivesse se afastando deles, é preciso manter a mesma amizade de antes, com carinho e respeito à nova fase da vida dos pequenos. O diálogo deve estar presente na vida de ambos, a fim de esclarecer as dúvidas e passar maior confiança quanto a essas alterações físicas e emocionais, de que as mesmas são normais e que acontecem com todas as pessoas.

Nessa fase do desenvolvimento as crianças não estão voltadas para o sexo, este não é tido como o mais interessante para elas, pelo contrário, o aspecto intelectual, do conhecimento propriamente dito ganha uma dimensão mais elevada para o centro de atenção deles.

A vergonha também passa pelo eixo da própria criança e, portanto, ironias e brincadeiras de mau gosto podem ferir a mesma, tornando-a ainda mais tímida. Aos poucos e com a ajuda da família as crianças superam suas dificuldades e aprendem a conviver com as mudanças.

Fonte: educador brasil escola

A formação da identidade da criança é um processo permeado por perguntas como: “Quem sou eu?”; “Como sou?”. As respostas a essas perguntas são essenciais para a construção da personalidade. Logo cedo, o bebê começa a se perceber como sujeito e obter consciência corporal para se desenvolver e se organizar no espaço, já que ao nascer, o mesmo totalmente ligado à mãe e não compreende os limites que os separam.

Durante o primeiro ano de vida, aproximadamente por volta dos seis aos oito meses, a criança percebe que é um ser separado da mãe, iniciando o processo de construção da própria identidade.

O bebê explora o mundo a sua volta, vivencia sensações, percepções, e por volta dos sete meses, fica fascinado com a experiência de ver sua imagem refletida no espelho. Todas essas vivências dão início à autodescoberta, uma exploração que permite à criança descobrir como seu comportamento repercute no ambiente, fator essencial para que ela se perceba como alguém diferente do outro.

Com o objetivo de desenvolver a identidade, sugere-se a seguinte atividade para crianças da educação infantil, entre dois e três anos:

• Material utilizado: Dois espelhos grandes (prefira fixá-los na parede).
• Tempo previsto: 15 a 20 minutos.
• Atividade: Estimule a criança a olhar atentamente a própria imagem. Solicite que ela toque diferentes partes do corpo. Sugira brincadeiras como balançar os cabelos, levantar os ombros e cruzar os braços. Encoraje-a a imitar os gestos das outras crianças.
• Desenvolvimento: A atividade deve ser realizada em frente ao espelho, com o intuito de estimular a observação.

 

 

 

Fonte: educador brasil escola

Dicas para seu filho comer bem.

À medida que os filhos crescem, torna-se mais difícil convencê-los a comer determinados alimentos, pois vão ficando mais seletivos e exigentes.

Porém, não se pode deixar a alimentação somente sob as vontades dos pequenos, uma vez que o organismo necessita de repor proteínas, vitaminas, sais minerais, dentre outros, e isso acontece com uma alimentação balanceada e rica em nutrientes.

Desde pequenas as crianças necessitam de horários, regras que ajudam seu desenvolvimento. Essas normas devem seguir a rotina da casa, com horário para acordar, tomar café-da-manhã, almoçar, tomar banho e jantar.

A princípio, quando muito pequena, algumas adaptações da família são necessárias. Por exemplo: se a criança acorda às sete da manhã e toma uma mamadeira de leite, não ficará satisfeita até o horário do almoço, como os adultos. Dessa forma, deverá fazer um lanche, intermediário, por volta das dez da manhã, e esperar o horário do almoço, por volta de meio dia. Na verdade, todas essas orientações são dadas pelo médico pediatra da criança, e os pais devem seguir à risca.

 

É comum ver crianças brincando ou correndo no horário das refeições, e um adulto com o prato na mão andando atrás dela, dando-lhe a comida. Isso é errado. A criança deve aprender regras sociais e segui-las, como se sentar à mesa na hora de comer.

Quando a família se sentar para o almoço, deve colocar a criança na cadeirinha dela, ao lado de todos, e fazer um pratinho com coisas mais sólidas, como pedacinhos de carne, por exemplo, para que ela própria coloque na boca, mesmo que com as mãos. Se a criança for maior e já conseguir comer sozinha, coloque seu prato e ajude-a quando necessário.

É importante mostrar para o filho que os pais comem as mesmas coisas que ele. Não adianta colocar legumes e verduras no prato da criança se os adultos não dão o bom exemplo. Alguns pais exigem que seus filhos comam bem, mas fazem suas refeições em “fast foods”. Lógico que o filho vai preferir um sanduíche ao invés de um prato de arroz com brócolis.

As guloseimas podem fazer parte da alimentação das crianças, mas desde que sejam oferecidas logo após as principais refeições e não tornando um hábito em suas vidas. Não terá problemas se comê-las nestes horários, pois já está bem nutrida e escovará os dentes em seguida.

Fazer uma horta é uma boa maneira de incentivar a criança a consumir os alimentos verdes, normalmente os menos aceitos. O pequeno sentirá prazer em cuidar das verduras e vegetais, além de ficar muito feliz em poder mexer com a terra, regar as plantas e depois colhê-las para a alimentação da família.

Fonte: Brasil escola

Presenciar uma criança organizando seus brinquedos, servindo um prato de comida, enchendo um copo d’água, trocando de roupa, tomando banho, dentre várias outras coisas, é muito interessante. Podemos notar o quanto se envolve, buscando várias tentativas para conseguir o que deseja.

Existem pais que superprotegem tanto os filhos que eles não conseguem adquirir espaço para crescer e tornar-se independentes, muitas vezes até manifestam a vontade de fazer por si só, mas onde os adultos não permitem.

As facilidades proporcionadas por uma babá que os acompanha o dia todo, fazendo todas as suas vontades, pode atrapalhar o seu desenvolvimento, fazendo com que acostumem à situação cômoda de receber tudo nas mãos ou sempre ter alguém para trocar suas roupas, lhes dar banho, pentear seus cabelos, tornando-as preguiçosas e desinteressadas para essas tarefas.

É claro que uma criança deve receber afeto, carinho e cuidados, fundamentais para crescerem com bons tratos, mas em excesso podem prejudicar a sua formação enquanto pessoa.

Além disso, vemos pais criticando os filhos por não fazerem as coisas direito, no mesmo nível de perfeição dos adultos, deixando-os inibidos e sem coragem para tentar e arriscar.

O interessante é que as crianças, quando forem realizar alguma atividade que exija maiores cuidados, estejam acompanhadas de um adulto, que vá as orientando passo a passo, até que consigam fazer sozinhas.

Devido às modernidades do cotidiano, é bom lembrar que as crianças sempre são convidadas para passear na casa de amigos, irem a festinhas de aniversários, ao cinema, onde irão precisar de determinada independência. Quando não a possuem, podem manifestar insegurança para saírem sozinhas de casa.

Os filhos caminham para onde os pais lhes permitem ir. Se não lhes ensinam a escovar os dentes, não saberão fazer na casa de um amiguinho; se não lhes permitem comer sozinho, não vão conseguir comer sem derramar os alimentos; se não ensinam a atravessar a rua, poderão sofrer acidentes com maior facilidade, estando sempre na dependência de outras pessoas.

É bom incentivar os pequenos a se virarem sozinhos, para que criem condições de se tornarem independentes, além de irem adquirindo novas destrezas e aprendizagens para a vida.

Fonte: Brasil escola

Como estimular a leitura.

A educação e sua qualidade estão ligadas diretamente à leitura, alunos e pessoas em geral que têm o hábito de ler são mais instruídas e informadas em relação a diversos temas.

Além disso, escreve bem quem lê bastante, no Brasil as pessoas são desprovidas de oportunidades e informação acerca da importância da leitura, acima de tudo, isso é uma questão cultural.

Diante da realidade negativa quanto à incidência de leitura pelas pessoas, cabem aos pais e professores orientar e buscar maneiras que incentivem a sua prática. A seguir algumas sugestões que podem motivar ou estimular a leitura.

– Criação de um espaço específico para leitura na escola, especialmente direcionado para alunos do ensino infantil e fundamental.

– Implantação de uma biblioteca construída com a participação dos alunos e acompanhamento do mediador, no caso, o professor. O trabalho de montagem da biblioteca pode ficar por conta dos alunos em todas as etapas, como catalogar o acervo e organização dos mesmos. Os textos que vão compor a biblioteca devem ser ecléticos, ou seja, devem abordar diferentes temas e assuntos, além de diversificar quanto ao estilo (jornalístico, crônicas, científicos, bulas, publicitários, parlendas, adivinhas, cantigas, oriundos de livros, revistas, jornais, periódicos, gibis entre outros). É importante que o acervo permaneça acessível às crianças.

– Abrir espaços para que os alunos apresentem as idéias acerca do conteúdo das obras lidas, essas podem ser expressas oralmente e também através de figuras, desenhos, pinturas, esculturas e muitas outras.

– Implantação de projetos sobre leitura, elegendo alunos escritores, receber nas dependências da escola o autor de um livro do qual os educandos já leram uma obra.

– Confeccionar um mural onde se coloca notícias em forma de jornal, as informações devem ser oriundas do ambiente escolar.

– Conscientizar os alunos de que a leitura deve ser algo diário e indispensável, assim como beber água, praticar esportes, academia entre outras atividades cotidianas.

– Criar na escola o “clube da leitura”.

– Em casa os pais devem realizar leitura junto com os filhos para que esses vejam a prática como algo que faz parte de sua rotina, e assim tome gosto pela mesma.

 

 

 

 

Fonte:  educador brasil escola

Formar bons filhos e alunos é uma tarefa difícil, porém não é impossível. O que dificulta é a falta de preparo principalmente dos educadores em orientar os pais e conseqüentemente dos pais em orientar seus filhos.

Ou seja, é um efeito dominó no qual deve acontecer uma sincronia entre todos os elementos, pois qualquer deslize pode provocar a queda de todos, ocasionando o fracasso em relação ao que lhes é de responsabilidade.
A real preocupação é de como os pais devem proceder de forma que o filho realize as lições de casa de forma proveitosa.

Vocês enquanto pais ou responsáveis acreditam que orientam seus filhos de forma positiva contribuindo para o desenvolvimento ideal das lições de casa?
Será que na posição de educador já parou para refletir a respeito da existência de condutas adequadas que devem ser seguidas de forma que venham propiciar o sucesso do seu aluno?

Segundo pesquisas realizadas, boas novas chegam para pais e educadores. Baseado em um levantamento com adolescentes, a maioria dos jovens de hoje mostra interesse significativo em relação aos estudos e questiona a qualidade de ensino, fator relevante para pais e educadores que demonstram a nova determinação da atual geração de estudantes.

Ressalta-se que o bom desempenho de um aluno depende em primeiro lugar da motivação, mais do que da capacidade intelectual.

Levando em conta a importância de orientar o aluno para obter um bom desempenho nos estudos, tanto na sala de aula quanto no ambiente escolar, segue uma lista contendo dicas que podem auxiliar pais e educadores a contribuir para tal sucesso.

No ambiente familiar:

• Escolher um bom local de estudos, de preferência ventilado, claro, com luz natural, sem barulhos e distrações;

• Elaborar um plano de estudos semanal, organizando os conteúdos que serão estudados;

• Não deixar as lições de casa para o dia posterior, aproveitando que o conteúdo ainda está “fresco” na mente;

• Programar o horário de estudo para os momentos em que estiverem mais atentos e dispostos. Evitando que sejam realizados em momentos de sono e cansaço, fatos que podem prejudicar o desempenho.

• Fazer pesquisas buscando diferentes referências, como revistas, jornais, filmes entre outros, para realizar a atividade que foi proposta.

• Refazer os exercícios que errou ou apresentou dificuldades;

• Descobrir as melhores técnicas de memorização para estudar (esquemas, falar em voz alta, dramatizar, estudar em grupos, entre outros).

• Reconhecer as áreas que apresenta dificuldade, dedicando um tempo maior de estudo;

• Preparar o material escolar antecipadamente, verificando os livros e cadernos que irá utilizar.

• Envolver na vida escolar do filho. Perguntar a ele o que aprendeu e como isso pode ser importante na vida dele.

• Dê o exemplo. Leia livros, jornais, ouça música, veja filmes e espetáculos de qualidade.

• Mostrar para seu filho que ele é capaz de solucionar problemas, dando a ele a capacidade de buscar sua independência.

• Não pressionar nos estudos, fiscalização intensa não funciona. Ensine a ter responsabilidade, pois seu filho não o terá pelo resto da vida.

• Antes de recorrer a aulas de reforço escolar, veja se o jovem é capaz de superar a deficiência sozinho.

No ambiente escolar:

• Prestar atenção na aula, bem como participar e perguntar sem medo quando apresentar dúvidas;

• Aproximar de um professor, pesquisador ou profissional que domina a área pela qual tem interesse de seguir carreira.

• Fazer as avaliações com calma e atenção.

• Não deixar questões em branco nas avaliações, buscando registrar, mesmo que seja mínimo, o seu conhecimento.

 

 

Fonte: educador brasil escola

É um fato observado por educadores: ter uma perspectiva de futuro é a forma mais eficaz do jovem compreender que vale a pena investir nos estudos no momento presente. Por isso, a importância dos pais contribuírem para despertar em seus filhos esta visão. É a famosa construção de um projeto de vida, no qual ele vislumbra qual atuação profissional lhe atrai e que estilo de vida ele pretende adotar. Vale ressaltar, no entanto, que sonhar em ter uma profissão que lhe permita ter uma casa na praia, viajar para o exterior ou viver confortavelmente, como muitos jovens fazem, é só o começo de tudo. Desenhar um projeto de vida é estabelecerobjetivos a curto, médio e longo prazo, como querer se formar numa faculdade, adquirir um bem, casar. Metas que simplesmente terminam quando alcançadas e que podem até trazer frustrações, por parecem sem sentido depois de conquistadas. Já ter um projeto vital é algo maior, que talvez se passe a vida inteira buscando realizá-lo: por exemplo, quero constituir uma família e ser um bom exemplo para os filhos, ter um lar equilibrado; quero colocar minha atuação a serviço da sociedade e trabalhar para fazer com o que o mundo se torne um pouco melhor etc.

O melhor, então, é ampliar as perspectivas dos filhos, ajudando-os a enxergar além dos benefícios diretos de se construir uma carreira e trabalhando valores maiores, como transformação social, inclusão, solidariedade. Os especialistas admitem que esta é uma tarefa complexa. Estamos diante de uma sociedade de valores invertidos, muito voltada para o consumo e não para um posicionamento ético. São conceitos passados em novelas, propagandas, pela mídia. Por isso mesmo nos tempos atuais os jovens precisam ainda mais desta ajuda dos pais na construção de sua perspectiva futura. É algo difícil porque a vida moderna foi reduzindo os momentos de convivência entre pais e filhos, os adultos chegando ao final do dia de trabalho sem ânimo para conversar. A escola, que também tem um papel fundamental neste processo, se tornou conteudista e pouco ajuda. Os pais precisam vencer o cansaço se envolverem com seus filhos e também cobrar que a escola cumpra seu papel, ajudando neste processo.

Veja como ajudar seu filho a construir uma visão positiva do futuro, com as dicas dos dois especialistas entrevistados. Todas as recomendações têm algo em comum: para serem viáveis, precisam de muitos momentos dedicados à conversa.

 

1- Ajudar no planejamento:

Seu filho externou o desejo de conhecer o mundo? Então que tal descobrirem juntos as opções de carreira que podem levar a isso (como diplomata, relações internacionais); listarem quais as habilidades estas carreiras exigem e como é possível desenvolvê-las? Se a filha sonha em ter uma doceria, vale conversar sobre a importância de se entender mais sobre o que envolve a administração de um empreendimento. Mantendo o tom motivador, os pais devem ajudar seus filhos a pensarem nas ações necessárias para se concretizar o que se deseja, como se é preciso aprender um idioma, por exemplo. Vale, também, identificarem obstáculos que precisam ser superados ressaltando que eles compensarão; às vezes, o jovem não é afeito à informática por exemplo, mas a análise mostra que ter este conhecimento é importante; ele chegará a conclusão de que vale o esforço.

 

2- Não desmotivar:

Os pais não devem se tornar agentes de desmotivação e “matar” o sonho do filho, mesmo que ele apresente uma visão fantasiosa de seu futuro ou que pareça inalcançável. Ao contrário, a mensagem deve ser sempre para impulsioná-lo. Meu pai sempre me dizia: ‘filho, se você quiser, vai conseguir realizar. Pode ser que tenha que se dedicar um pouco mais, estudar um pouco mais, mas vai conseguir’. É esta a função dos pais: ajudar os filhos a cultivarem seus sonhos e também dar ‘uma regadinha’ de vez em quando para ajudar, perguntando de quando em quando se o filho evoluiu na ideia que tinha, como está pensando em realizar etc.

 

3- Estimular a busca pelo vital:

Seja qual for o desenho do projeto de vida de seu filho, os pais devem estimular, em suas conversas sobre como desenvolvê-lo, a busca do conceito de “projeto vital”. É levar à reflexão sobre o que mais aquele projeto de vida trará, além de uma carreira profissional ou estabilidade financeira. É importante conversar sobre qual a função social daquela atuação e como desempenhá-la será recompensador do ponto de vista da realização pessoal.

 

4- Deixar seu filha aberto para possíveis mudanças de rumo:

É importante o jovem entender que ele provavelmente irá reorganizar o projeto de vida várias vezes, ajustando-o às oportunidades e adversidades que encontrará.

 

5- Ressaltar que todos têm um papel importante na sociedade:

Esta é uma tarefa para envolver família e amigos. É importante criar oportunidades para que avós, tios e demais pessoas próximas à família comentem sobre como o que fazem contribui para a sociedade. O jovem precisa entender que não existe profissão ou atuação melhor que outra. Todas têm sua função social. O gari, por exemplo, é fundamental para termos uma cidade limpa e organizada, com o recolhimento de lixo.

 

6- Mostrar que ainda há muito o que fazer pelo mundo:

A geração atual nasceu em uma época de democracia, liberdade sexual, mulheres no mercado de trabalho, estabilidade econômica e tantas outras conquistas pelas quais gerações anteriores lutaram. Isso pode gerar uma falsa sensação de que já não há pelo que se mobilizar. Os pais devem mostrar que há inúmeras mudanças que precisam ainda ocorrer; ressaltando as enormes desigualdades sociais, os conflitos armados, o esgotamento dos recursos naturais e a intolerância de pensamento que existem no mundo.

 

7- Ampliar a visão de mundo e de realidade do seu filho:

Ter conhecimento de realidades de vida diferentes da sua pode ajudar o filho a se identificar com alguma “causa”, motivando-o ainda mais a seguir com seu projeto de vida ou a encontrar um. A família pode fazer isso se envolvendo em ações sociais como se voluntariando para visitas a crianças hospitalizadas, por exemplo. Entender que existem crianças que precisam de um transplante de coração, por exemplo, pode motivá-lo a pensar em campanhas de doação de órgãos, querer estudar para aprimorar o funcionamento de um coração artificial ou ainda pensar em formas de alegrar o tempo que os pequenos passam no hospital.

 

8- Lembrar que é possível começar já:

Vale destacar que o projeto vital é algo que começa tão logo se proponha pensar nele. Os pais devem motivar seu filho, perguntando o que ele enxerga que pode começar a fazer desde já para construí-lo. Um jovem que tenha a defesa do meio ambiente como princípio pode e deve tomar atitudes coerentes, como não jogar papel em via pública, fazer uso racional da água, mobilizar os amigos para limpar uma praça etc.

 

9- Reforçar que momentos desfavoráveis passarão:

É claro que vários aspectos do presente podem atrapalhar a criação de uma visão positiva do futuro, como uma crise familiar seja por dificuldades financeiras, separação dos pais, reprovação escolar ou morte de um parente ou amigo querido. Nestes momentos é preciso mostrar que dificuldades podem ser superadas, e mesmo que alterem o projeto de vida inicial, atrasando algum objetivo de curto prazo, não devem comprometer o projeto vital. O ideal é exemplificar com casos conhecidos de pessoas próximas que passaram por situações complicadas, mas que conseguiram dar a volta por cima e seguir em frente.

 

 

 

Fonte: educar para crescer