Educação infantil bilíngue.

A sociedade atualmente apresenta-se altamente competitiva, tornando indispensável o aprendizado de uma segunda língua.
Tal necessidade tem causado dúvidas em pais e educadores, se realmente é ideal tal aprendizado para a criança na fase inicial da escola.

Segundo especialistas, o ideal é que o bilingüismo seja inserido na criança no início da alfabetização, porém ressalta-se que certos estudiosos defendem a idéia de que a partir dos 3 anos a criança já se encontra preparada para tal aprendizado.
O bilingüismo tem sido alvo de discussão entre educadores. Questionamentos importantes são colocados em discussão:

Até que ponto uma segunda língua poderia favorecer ou não o desenvolvimento da criança?

Quais seriam os pontos positivos e negativos ao inserir a criança no bilingüismo?

As crianças que foram inseridas no bilingüismo antes da alfabetização podem apresentar dificuldades quando forem alfabetizadas, fazendo confusão entre as duas línguas?

Sabe-se que todo assunto que gera polêmica também causa dúvida. Mas alguns especialistas entendem que muitos pais acham confuso o filho aprender uma segunda língua na alfabetização, mas de acordo com estudos, ao aprender uma segunda língua o cérebro das crianças aumentam as conexões cerebrais, melhorando o raciocínio e a criatividade.
E quanto à escrita, especialistas explicam que essa é uma só, não importando qual seja a língua.

Segundo pesquisas internacionais, os padrões de atividades do cérebro ao aprender outra língua mudam com a idade.
Enfim, apesar do grande crescimento das escolas bilíngües, ainda permeiam várias dúvidas.

O certo é que cada criança possui uma dificuldade ou facilidade em assimilar e organizar o que lhe é ensinado. Porém, o ideal é que pais e educadores analisem o que pode beneficiar ou não a criança, chegando a um veredicto que venha somar no aprendizado dessa criança.

Fonte: brasil escola

A forma de passar conhecimento, de discutir um assunto e elucidar dúvidas tem ganhado um suporte que pode acrescentar muito nos resultados do ensino, a tecnologia.
A diferença é saber usar e explorar suas várias ferramentas. A grande vantagem é que o jovem está continuadamente usando e ligado a toda parafernália eletrônica e para ele é um ambiente cada vez mais confortável e aí é o grande diferencial, a possibilidade de unir qualidade de informação e interesse pessoal.
O primeiro passo é ter acesso à ela e buscar uma contribuição direta para o ensino. Mas para isso os professores devem estar hábeis para usar as plataformas e saber expandir o conteúdo através de estratégias de aprendizagem.
Reconhecer a potencialidade que existe e trazer para sala de aula. Em muitas escolas ainda há a barreira financeira, que não permite investimento, mas algumas mudanças podem ser pontuadas. As práticas de Tecnologias de Informação e Comunicação já criam volume e profissionais tentam alertar a sua importância.

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O que é a Moderna Compartilha?

O Preconceito Racial Na Escola

 

Preconceito Racial:
“Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos,haverá guerra”.
(Bob Marley)

racismo_escolaO preconceito racial é o que mais se abrange em todo o mundo, pois as pessoas julgam as demais por causa de sua cor, ou melhor, raça. Antigamente, era comum ver-se negros africanos acompanhados de belas louras nórdicas ou de outras partes da Europa. Não existia o menor preconceito entre esses casais nem em relação a eles. Para os brasileiros, porém, era algo inédito e escandaloso; faziam-se piadas insinuando que o sucesso dos negros se devia ao fato de que eram muito bem dotados anatomicamente para o sexo. Uma visão preconceituosa típica, que procurava desqualificar o negro e que escondia, às vezes, uma boa dose de inveja.

Os negros e asiáticos que iam estudar na Europa, no entanto, eles possuíam uma cultura igual ou superior a de qualquer estudante branco, uma vez que haviam freqüentado boas escolas, indo finalmente aprimorar seus estudos na Europa ou nos Estados Unidos. Não havia nenhuma desigualdade educacional que dificultasse uma estreita convivência com eles.
No Brasil, pretende-se erradicar o preconceito racial e o racismo com leis. Só a educação poderá esclarecer a todos, sobretudo aos brancos, o que representou para a raça negra o que lhe foi imposto pelo tráfico escravista. A Igreja se julgava com o direito de catequizar aqueles que nada sabiam da religião católica. O Governo nada fez, depois da Abolição, para dar aos ex-escravos condições de estudar e conquistar um lugar na sociedade. O Brasil está muito longe de ser um país onde todos sejam iguais. O espaço e a visibilidade que o negro tem em nossa sociedade, não permitem que ele sirva de referência. Estudos realizados pelo IBGE mostram que no Brasil os brancos recebem salários superiores, cerca de 50%, aos recebidos pelos negros no desempenho das mesmas funções, e que o índice de desemprego desses também é maior. No campo da educação, o analfabetismo, a repetência, a evasão escolar são consideravelmente mais acentuados para os negros.

No Brasil, a cor qeu mais se abrange é a Branca, sendo eles 53,3 %, e se destacando mais na região Sul de nosso país. Em seguida, vem a população de cor Parda, com 40,5 %, e sendo em maior parte na região Norte. Depois, vem as populações em menoria, que são da cor Preta que são as que mais sofrem com o preconceito racial, com 5,6 %, e se destacando na região Sudeste do Brasil, e da cor Amarela e Indígena, com 0,6 % em todo o Brasil, com maior parte na região Centro-Oeste.

Com tudo isso, percebemos que o preconceito é um dos problemas mais graves em todo o mundo, e que as pessoas precisam conhecer melhor as pessoas, indiferente da cor ou raça, sendo branco, preto, índio ou qualquer outro tipo, devemos respeitar e zelar pelo próximo.(Fonte:http://www.coladaweb.com/sociologia/preconceito-racial).

No Ambiente Escolar:
A proposta de uma educação voltada para a diversidade coloca a todos nós, educadores, o grande desafio de estar atentos às diferenças econômicas, sociais e raciais e de buscar o domínio de um saber crítico que permita interpretá-las.

Nessa proposta educacional será preciso rever o saber escolar e também investir na formação do educador, possibilitando-lhe uma formação teórica diferenciada da eurocêntrica. O currículo monocultural até hoje divulgado deverá ser revisado e a escola precisa mostrar aos alunos que existem outras culturas. E a escola terá o dever de dialogar com tais culturas e reconhecer o pluralismo cultural brasileiro.

Talvez pensar o multiculturalismo fosse um dos caminhos para combater os preconceitos e discriminações ligados à raça, ao gênero, às deficiências , à idade e à cultura, constituindo assim uma nova ideologia para uma sociedade como a nossa que é composta por diversas etnias, nas quais as marcas identitárias, como cor da pele, modos de falar, diversidade religiosa, fazem a diferença em nossa sociedade. E essas marcas são definidoras de mobilidade e posição social na nossa sociedade.

Nós, como educadores, temos a obrigação não só de conhecer os mecanismos da dominação cultural, econômica, social e política, ampliando os nossos conhecimentos antropológicos, mas também de perceber as diferenças étnico-culturais sobre essa realidade cruel e desumana.

Olhar a especificidade da diferença é instigá-la e vê-la no plano da coletividade. Pensar numa escola pública de qualidade é pensar na perspectiva de uma educação inclusiva. É questionar o cotidiano escolar, compreender e respeitar o jeito de ser negro, estudar a história do negro e assumir que a nossa sociedade é racista. Construir um currículo multicultural é respeitar as diferenças raciais, culturais ,étnicas, de gêneros e outros. Pensar num currículo multicultural é opor-se ao etnocentrismo e preservar valores básicos de nossa sociedade.
A realidade que enfrentamos hoje é perversa. Olhamos crianças miseráveis perambulando pelas ruas das grandes cidades, vemos pela TV e jornais o sofrimento de crianças afegãs, meninas sendo prostituídas no Brasil e na Ásia e em outros países, massacres que transformam a segurança dos poderosos em insegurança para todos nós. Ninguém exige respostas para tantas desgraças, mas de todos nós exigem um comprometimento pessoal por uma humanidade mais justa e solidária. Curiosamente sempre estamos procurando um culpado por todos esses problemas. Além disso, podemos observar no nosso cotidiano flagrantes e atitudes preconceituosas nos atos, gestos e falas. E, como não poderia ser diferente, acontece o mesmo no ambiente escolar.

O nosso cotidiano escolar está impregnado do mito da democracia racial – um dos aspectos da cultura da classe dominante que a escola transmite-, pois representa as classes privilegiadas e não a totalidade da população, embora haja contradições no interior da escola que possibilitam problematizar essa cultura hegemônica, não desprezando as diversidades culturais trazidas pelos alunos. Assim, apesar de a escola inculcar o saber dominante, essa educação problematizadora poderia tornar mais evidente a cultura popular.

O Que a Escola Deve Fazer?(Qual o seu papel?)
Nessa proposta multicultural, a escola poderá elaborar um currículo que permita problematizar a realidade. Mesmo não sendo o único espaço de integração social, a escola poderá possibilitar a consciência da necessidade dessa integração, desde que todos tenham a oportunidade de acesso a ela e possibilidade de nela permanecer.

A educação escolar ainda é um espaço privilegiado para crianças, jovens e adultos das camadas populares terem acesso ao conhecimento científico e artístico do saber sistematizado e elaborado, do qual a população pobre e negra é excluída por viver num meio social desfavorecido.

A escola é o espaço onde se encontra a maior diversidade cultural e também é o local mais discriminador. Tanto é assim que existem escolas para ricos e pobres, de boa e má qualidade, respectivamente. Por isso trabalhar as diferenças é um desafio para o professor, por ele ser o mediador do conhecimento, ou melhor, um facilitador do processo ensino- aprendizagem. A escola em que ele foi formado e na qual trabalha é reprodutora do conhecimento da classe dominante, classe esta, que dita as regras e determina o que deve ser transmitido aos alunos. Mas, se o professor for detentor de um saber crítico, poderá questionar esses valores e saberá extrair desse conhecimento o que ele tem de valor universal.

Na maioria dos casos, os professores nem se dão conta de que o país é pluriétnico e que a escola é o lugar ideal para discutir as diferentes culturas, e suas contribuições na formação do nosso povo. Eles também ignoram que muitas vezes as dificuldades do aluno advêm do processo que está relacionado à sua cultura, tão desrespeitada ou até ignorada pelos professores.
A nossa escola é baseada numa visão eurocêntrica, contrariando o pluralismo étnico-cultural e racial da sociedade brasileira. E os educadores e responsáveis pela formação de milhares de jovens na sua grande maiorias são vítimas dessa educação preconceituosa, na qual foram formados e socializados. Esses educadores não receberam uma formação adequada para lidar com as questões da diversidade e com os preconceitos na sala de aula e no espaço escolar.

A pequena quantidade de alunos negros nas escolas é resultado, na realidade, da desigualdade praticada pela instituição escolar e pelo próprio processo de seu desenvolvimento educacional. Também a prática seletiva da escola silencia sobre as diferenças raciais e sociais, provocando a exclusão do aluno de origem negra pobre, dos portadores de necessidades especiais e de outros.

Trabalhar igualmente essas diferenças não é uma tarefa fácil para o professor, porque para lidar com elas é necessário compreender como a diversidade se manifesta e em que contexto. Portanto, pensar uma educação escolar que integre as questões étnico-raciais significa progredir na discussão a respeito das desigualdades sociais, das diferenças raciais e outros níveis e no direito de ser diferente, ampliando, assim, as propostas curriculares do país, buscando uma educação mais democrática.

Embora saibamos que seja impossível uma escola igual para todos, acreditamos que seja possível a construção de uma escola que reconheça que os alunos são diferentes, que possuem uma cultura diversa e que repense o currículo, a partir da realidade existente dentro de uma lógica de igualdade e de direitos sociais. Assim, podemos deduzir que a exclusão escolar não está relacionada somente com o fator econômico, ou seja, por ser um aluno de origem pobre, mas também pela sua origem étnico-racial.

Fonte:http://www.espacoacademico.com.br/007/07oliveira.htm

Sugestão de atividades

Lucimar Rosa Dias, especialista em Educação e relações raciais, doutoranda em Educação pela Universidade de São Paulo e membro da Comissão Técnica Nacional de Diversidade para Assuntos Relacionados à Educação dos Afro-Brasileiros, do Ministério da Educação, e Waldete Tristão Farias Oliveira, coordenadora pedagógica do Centro de Educação Infantil Jardim Panamericano e formadora de professores, sugerem as seguintes atividades para promover ações afirmativas e combater o preconceito e a discriminação em sala de aula.

RODAS DE CONVERSA
Reunir os pequenos em uma roda abre espaço para conhecê-los melhor. Para entender as relações de preconceito e identidade, vale a pena apresentar revistas, jornais e livros para que as crianças se reconheçam (ou não) no material exposto. A roda é o lugar de propor projetos, discutir problemas e encontrar soluções. Também é o melhor espaço para debater os conflitos gerados por preconceitos quando eles ocorrerem. Nessa hora, não tema a conversa franca e o diálogo aberto.

CONTOS
A contação de histórias merece lugar de destaque na sala de aula. Ela é o veículo com o qual as crianças podem entrar em contato com um universo de lendas e mitos e enriquecer o repertório. Textos e imagens que valorizam o respeito às diferenças são sempre muito bem-vindos.

BONECOS NEGROS
As crianças criam laços com esses brinquedos e se reconhecem. É interessante associar esses bonecos ao cotidiano da escola e das próprias crianças, que podem se revezar para levá-los para casa. A presença de bonecos negros é sinal de que a escola reconhece a diversidade da sociedade brasileira. Caso não encontre bonecos industrializados, uma boa saída é confeccioná-los com a ajuda de familiares.

MÚSICA E ARTES PLÁSTICAS
A música desenvolve o senso crítico e prepara as crianças para outras atividades. Conhecer músicas em diferentes línguas, e de diferentes origens, é um bom caminho para estimular o respeito pelos diversos grupos humanos. E isso se aplica a todas as formas de Arte.

(http://cazangipedagoga.blogspot.com.br/2010/09/o-preconceito-racial-na-escola.html)

Bullying!!!

Bullying é um termo da língua inglesa (bully = “valentão”) que se refere a todas as formas de atitudes agressivas, verbais ou físicas, intencionais e repetitivas, que ocorrem sem motivação evidente e são exercidas por um ou mais indivíduos, causando dor e angústia, com o objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa sem ter a possibilidade ou capacidade de se defender, sendo realizadas dentro de uma relação desigual de forças ou poder. (mais…)

Mordidas na escola!

Como lidar com a fase das mordidas

Veja as dicas dos especialistas para saber o que fazer quando seu filho chega em casa com uma mordida ou quando você recebe a queixa de que ele mordeu alguém

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Cada vez mais cedo, alunos de escolas públicas e privadas têm uma missão fora da instituição: a lição de casa. A tarefa, no entanto, não deve ser encarada como um bicho de sete cabeças dentro do processo educativo. Pais e filhos devem criar um ambiente propício para a execução da lição de casa e transformar a ação num processo agradável, sem traumas ou pressão. Para a pedagoga Nara Salamunes, o envolvimento da família nas atividades enviadas pela escola é fundamental. (mais…)

Limites

Laura Monte Serrat Barbosa, psicopedagoga, fala sobre limites, na entrevista feita pela revista A&E.

Depois de uma geração criada na base do prazer, sem regras definidas e com a permissividade como premissa, as famílias e as escolas começam a concordar com uma coisa quando o assunto é educação: as crianças precisam, sim, de limites e as regras são fundamentais no processo educativo.  Aplicá-las é o grande desafio para pais e professores em uma realidade onde as crianças são extremamente criativas sabem argumentar e “confundem” educadores com tanta informação.  Para entender como acontece esse processo na sociedade atual, a pedagoga e psicopedagoga Laura Monte Serrat Barbosa, uma das profissionais mais conceituadas em educação no país, sugere que é preciso olhar para trás, analisar o comportamento das gerações anteriores e estudar o desenvolvimento das crianças. Ao analisar esse processo, Laura coloca como base a ideia que tem sobre a educação. Para ela, educar é humanizar, o que só acontece quando se cumprem regras. “E quem não aprende a enfrentar frustrações e dificuldades, não aprende a se tornar humano”, salienta.Nesse contexto, Laura trabalha uma linha que defende a construção de três tipos de limites: o da restrição, o da fronteira e o da superação.

O limite da restrição: o que é feio, o que é bonito para os pais, o que eles gostam ou não. Não dá para deixar a criança decidir alguma coisa que normalmente não poderia decidir sozinha. O segundo limite é o limite da fronteira que define o quanto eu permito que o outro invada e o quanto eu posso invadir. Um exemplo: a criança vem dar aquele beijo lambido, e eu conto para ela que este é o meu limite, eu não gosto. Não é proibido, não significa que ela não possa fazer isso com outras pessoas, mas esse é o meu limite. Ou então eu posso dizer “eu não gosto que você grite comigo”. E então comigo você não vai gritar porque esse é o meu limite. Mas, ao mesmo tempo, é preciso perceber o limite da criança, sem que ela seja exposta ou humilhada. Não vou gritar com ela na frente dos outros, porque esse é o limite que estabelece uma fronteira entre o que eu posso fazer para educá-la e o que é passível de ser entendido por ela. E o terceiro é o limite que deveria ser mais usado pela escola e pela educação das famílias. O limite da superação foi trazido pelo psicólogo Yves de La Taille e que existe para ser superado. Na educação autoritária, usamos o limite da restrição, que diz “não, não e não”. O “não” sozinho estabelece normas, mas não consegue dar conta de tudo porque existem limites que precisam ser superados.  Então eu posso, em vez de dizer não para o meu filho de sete anos que pede um celular, explicar que quando ele fizer 12 anos ele vai ganhar um. Assim, eu estabeleço um limite que precisa ser superado.

Katia Michelle Pires, a jornalista, pergunta se existe punição e Laura Barbosa responde que às vezes precisa. Mas na visão que eu trabalho, a gente chama a punição de sanção por reciprocidade, que tem a ver com o que foi feito. Não é assim “você não fez então vai tirar zero na prova”, ou “você fez então vai ganhar uma bicicleta”. Se a criança não estudou na hora que tinha que estudar, então na hora de brincar não pode brincar, vai estudar. É algo recíproco que define a sanção. Se a criança jogou um objeto no chão porque está com raiva, primeiro vai precisar organizar a bagunça e depois vai ter que providenciar um novo objeto.

Katia Michelle pergunta novamente a Laura Barbosa; a senhora acha que este é um dos grandes desafios na educação contemporânea, descobrir limites? Como pais e professores podem chegar a um consenso? E a psicopedagoga responde dizendo que a primeira dica é estudar o desenvolvimento da criança.  Tem muita coisa que a criança faz que parte do desenvolvimento e que está sendo entendido como patologia, distúrbio ou transtorno.  Se uma criança de dois anos faz uma birra no supermercado, o limite é o de restrição: pegar a criança no colo, tirar da platéia e sair do supermercado. Na próxima vez, explicar que ela não vai porque ainda não cresceu para entender que não pode agir daquela maneira. Se isso for feito uma ou duas vezes, a criança não faz mais birra. Se continua é porque a mãe ou o pai confundiu esse limite. No momento em que a sanção não é por reciprocidade, a criança acaba ensinando aos pais que consegue o que quer berrando.  Agora, se é uma criança de sete anos fazendo birra para conseguir o que quer, é muito mais grave. Para a de dois anos,  faz parte do  desenvolvimento.  Para criança de sete anos, essa atitude não é mais esperada, pois ela já sabe argumentar e contar porque está agindo assim. Às vezes é preciso até pedir a ajuda de profissionais para contornar a situação.

LAURA MONTE SERRAT BARBOSA é pedagoga e psicopedagoga, é um dos nomes fortes no cenário brasileiro quando o assunto é educação. Atua, principalmente, nas seguintes áreas: projeto de aprender, atuação psicopedagógica, dificuldade de aprendizagem,  avaliação  psicopedagógica  institucional,  instituição escolar, inclusão, relação professor/aluno, operatividade na aprendizagem e desenvolvimento simbólico no processo de aprender. É autora de diversos livros, entre eles, “A educação de crianças pequenas” (Pulso Editorial), de 2006.

http://www.educacional.com.br/spe/revistaAeE.asp

Desenho na escola 2010

O DESENHO NA ESCOLA

O desenho é o canal por onde a criança pequena e maior (10-11) anos possui para exprimir como sente o mundo, como as coisas lhe parecem. É no desenho que o aluno se revela, expõe sua visão do meio.

O desenho de uma criança nunca é bonito ou feio. Não se avalia um desenho infantil nesse aspecto. Quando o aluno vier com o desenho nas mãos e perguntar a sua opinião, devolve-lhe a pergunta: “O que você acha do seu desenho?”. Você vai ter boas surpresas com a resposta. E de quebra, vai ajudá-lo a desenvolver seu senso crítico.

Nenhum “exercício é mais completo para fortalecer as articulações e músculos das mãos e punho do que o desenho. O desenho é o melhor treino motor para a escrita. Escolha o material adequado a cada faixa etária para que seu filho possa tirar o melhor proveito desse momento:

  • Crianças de 2 a 3 anos e meio: giz de cera grosso, pintura com as mãos.
  • Crianças de 4 e 5 anos: giz de cera de diversos tamanhos, hidrocor de ponta grossa, pintura com dedos, pincel de cerda grossa.
  • Crianças acima de 5 anos: todos os anteriores, somados ao lápis de cor e pincéis de diversas espessuras.

Seja paciente. Não cobre, não exija perfeição. Não tente decifrar o desenho. Não queira que a criança faça do seu modo. Ela tem que fazer do modo dela.
“O desenvolvimento de um adulto autônomo, seguro e confiante começa nesses pequenos, e aparentemente simples, gestos”.