Falando sobre brinquedos.

Quando falamos sobre brinquedos e brincadeiras imaginamos crianças exercendo atividades lúdicas, envolvidas em harmonia e integração social.

Durante esses momentos, ou seja, quando brincam, adquirem valores, aprendem compartilhar, internalizam limites e regras, manifestam responsabilidades, etc.

Os brinquedos são instrumentos importantes para o processo educativo, pois através deles a criança passa despercebida por esse processo, transformando suas ações, seguindo exemplos de seus companheiros, arriscando-se por um objetivo final.

Na hora de comprar os brinquedos, os adultos não podem se esquecer de observar as questões de qualidade dos mesmos, o que podem oferecer e ensinar, se têm algum perigo ou não.

A infância é a base para se atingir uma vida adulta saudável. Brinquedos mal escolhidos poderão comprometer o futuro dos mesmos, pois muitos não trazem desafios, sendo mais um instrumento que leva à apatia. Escolhê-los é uma forma de mostrar comprometimento com o futuro dos pequenos, com a construção de um cenário que esteja de acordo com seus direitos.

Alguns conceitos podem ser avaliados na hora de escolher os brinquedos:

– Respeitar a idade da criança com a idade de adequação do brinquedo – muitos pais consideram os filhos pequenos gênios, oferecendo jogos que exigem uma etapa do pensamento mais avançada;

– Evitar oferecer jogos e brinquedos que não estimulam a criatividade – jogos que trazem ideias prontas não proporcionam desafios, não aguçam a curiosidade;

– Escolher brinquedos que não oferecem perigos;

– Para as crianças, o mundo real está vinculado com o imaginário, não conseguindo separá-los. Por isso acreditam nos comerciais televisivos, na apresentação de seus produtos e brinquedos;

– As relações vinculares que a criança presencia durante o brincar, os vínculos que estabelece com os brinquedos, ajudarão na construção do seu equilíbrio emocional e em suas relações afetivas;

– É importante demonstrar que ser é mais importante do que ter;

– Brinquedos artesanais estimulam mais o pensamento e a criatividade;

– Procurar não valorizar jogos de videogame ou televisão, pois o jogo, o desenho e a leitura também proporcionam prazer.

O importante é valorizar os brinquedos que possam acrescentar novas aprendizagens, agregando valores éticos para os pequenos.

Fonte:  Brasil Escola.

A arte de trabalhar o texto poético.

A poesia é uma forma de expressar a subjetividade, revelar os sentimentos e emoções por parte de quem a escreve. È preciso que saibamos “mergulhar” nesta profunda sensação de nostalgia que só ela nos proporciona.

Mas será que todos os alunos estão preparados para se sentirem envolvidos neste clima de encantamento? Pode ser que não, pois os mesmos preferem trabalhar com a objetividade, com algo real. Estão adaptados à revolução tecnológica que tanto assola a sociedade atualmente, onde a razão cedeu lugar para a emoção, o Ter predominou sobre o Ser.
Diante disso, o professor de literatura, de forma específica, sente dificuldade em trabalhar o conteúdo, principalmente no que se refere à leitura de obras literárias e de textos poéticos.

Durante as aulas, ele precisa despertar o interesse por parte dos alunos, mostrar que a literatura é uma arte, e como tal, é repleta de beleza, de magia e encantamento. Ler poesias valorizando a pontuação, o timbre de voz e a entonação são práticas extremamente decisivas para a obtenção do resultado almejado.
Caso contrário, a leitura passa a não fazer sentido nenhum para o aluno, a essência não é absorvida.

Dentre as práticas pedagógicas a serem aplicadas, uma ótima sugestão é a realização de um sarau de poesias aberto a toda comunidade escolar, valorizando o cenário, a iluminação do ambiente, tudo isso regado a uma música ambiente, bem condizente com o momento.
Outra sugestão é a criação de um livro de poesias sob a autoria dos próprios alunos. Não deixando de enfatizar a questão da criatividade, por se tratar de um livro, as imagens e a construção da capa são bastante relevantes.

Estas e outras práticas de ensino contribuem para diversificar a questão do ensino e da aprendizagem, como também para aprimorar o nível de interação entre os alunos, melhorando a sociabilidade, e, sobretudo, elevando a autoestima dos mesmos, pois se sentem capazes de mostrar seu instinto criativo.

 

 

 

 

Fonte: Brasil Escola.

 

A idade da vergonha.

À medida que crescem, as crianças vão mudando suas atitudes, ficam mais reservadas diante dos pais ou daqueles que estão ligados ao seu cotidiano.

É normal que isso aconteça por volta dos oito, dez anos de idade, na pré-adolescência, onde sofrem as primeiras alterações físicas, que costuma assustá-los. Aparecem os primeiros pêlos pelo corpo, mas em pequenas quantidades, nas meninas inicia-se um pequeno crescimento dos mamilos e nos meninos um pequeno aumento do tamanho do pênis.

Além dessas mudanças, que fazem com que escondam o corpo, também querem mostrar autonomia, independência e por isso vão se desligando dos cuidados que antes precisavam.

A vergonha também pode aparecer diante dos parentes e amigos da família, fazendo com que o jovenzinho fique sem graça até mesmo para cumprimentá-los.

Os pais não devem ver isso como se a criança estivesse se afastando deles, é preciso manter a mesma amizade de antes, com carinho e respeito à nova fase da vida dos pequenos. O diálogo deve estar presente na vida de ambos, a fim de esclarecer as dúvidas e passar maior confiança quanto a essas alterações físicas e emocionais, de que as mesmas são normais e que acontecem com todas as pessoas.

Nessa fase do desenvolvimento as crianças não estão voltadas para o sexo, este não é tido como o mais interessante para elas, pelo contrário, o aspecto intelectual, do conhecimento propriamente dito ganha uma dimensão mais elevada para o centro de atenção deles.

A vergonha também passa pelo eixo da própria criança e, portanto, ironias e brincadeiras de mau gosto podem ferir a mesma, tornando-a ainda mais tímida. Aos poucos e com a ajuda da família as crianças superam suas dificuldades e aprendem a conviver com as mudanças.

Fonte: educador brasil escola